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terça-feira, 30 de agosto de 2011

A História de Helen Keller

Ontem tive aula de Libras, eu adoro as aulas tanto a prática sendo com um professor realmente Surdo Mudo como com a professora que é especializada no assunto.  Descobrir outras formas de comunicação é fantástica, nos limitamos somente a fala pela boca, sendo q a formas maravilhosas p se interagir de uma outra maneira. Como o TADOMA, ALFABETO LORM, BRAILLE etc. E ontem ela passou um filme  maravilhoso, aqueles filmes q t fazem repensar a vida e tudo mais.  Principalmente sobre a arte de educar, pois nem todos nascem para tal, será q eu nasci???
Ele é baseado na vida de Helen Keller (1880 – 1968), nascida no Alabama, foi uma das mais notáveis personalidades da história. Cega, surda e muda desde a infância, a extraordinária mulher superou os obstáculos inerentes às deficiências sensoriais para seguir uma brilhante carreira, provando para o mundo que certas limitações não impedem a obtenção do sucesso.
Aos 19 meses de idade, Helen foi vítima de uma enfermidade descrita pelos médicos da época como "um forte congestionamento do estômago e do cérebro". A doença de Keller nunca foi identificada com certeza. Atualmente, os médicos acreditam ter sido escarlatina ou meningite.

Em 1886, a mãe de Helen, inspirada pelo conto American Notes de Charles Dickens - que narra a história real da educação bem sucedida de outra criança cega e surda, Laura Bridgman - procurou uma instrutora para a filha. O diretor do Instituto Perkins para Cegos indicou para a função sua ex-aluna Anne Sullivan (1866-1936). Também deficiente visual, a Sra. Sullivan havia sido quase cega, mas depois de duas operações, recuperou alguns graus da visão. Helen tinha seis anos, em 1887, quando Anne mudou-se para sua casa. Desde então, a educadora começou a ensiná-la usando a linguagem de sinais do alfabeto na palma de sua mão.


foto real de Helen e Sullivan 1893
 
Utilizando apenas o tato, Keller aprendeu a se comunicar com o mundo. Através da linguagem dos sinais e do método braile, chegou a dominar os idiomas inglês, francês, latim e alemão, tornando-se mais tarde uma célebre escritora, filósofa, conferencista e ativista política.

Anne Sullivan foi sua professora, companheira e protetora durante 49 anos. Segundo Helen “Foi o gênio de minha professora, sua rápida solidariedade, seu amoroso tato que tornaram tão bonitos os primeiros anos de minha instrução. O melhor de mim pertence a ela - não há um talento, uma aspiração ou uma alegria em mim que não tenha sido despertado por seu toque amoroso”. Juntas, Keller e Sullivan desenvolveram diversas campanhas em favor do bem estar das pessoas portadoras de deficiência.


Baseado na autobiografia de Helen, a história do encontro entre as duas é contada no clássico das artes cinematográficas
O Milagre de Anne Sullivan, de 1962, dirigido por Arthur Penn
Sob a orientação de sua professora e com uma persistência inigualável, Helen, além de aprender a ler, escrever e falar (por imitação das vibrações da garganta de sua preceptora) demonstrou, também, excepcional eficiência no estudo das disciplinas do currículo regular. “Nunca se deve engatinhar quando o impulso é voar” é a mensagem deixada por Helen junto com o incentivador exemplo que fora sua bela trajetória.

Curiosidade:
A inteligência refinada de Helen fez dela amiga de distintas personalidades, tendo como um dos mais íntimos de seu ciclo social o cientista e inventor Alexander Graham Bell , que por causa da deficiência auditiva de sua mãe, estava trabalhando com crianças surdas na época. Encantado com as qualidades intelectuais de Helen, também o médico e poeta Oliver Wendell Holmes tornou-se seu inseparável amigo.
 
O trecho abaixo faz parte da autobiografia de Helen Keller, publicada no Brasil com o título A História da Minha Vida. No livro, Helen conta as dificuldades e alegrias vividas durante os primeiros anos de sua vida.

Então, no sombrio mês de fevereiro, chegou a doença que fechou meus olhos e ouvidos, mergulhando-me na inconsciência de um bebê recém-nascido. Chamaram-na de congestão aguda do estômago e do cérebro. O médico achou que eu não conseguiria sobreviver. Numa manhã bem cedo, porém, a febre foi embora tão súbita e misteriosamente como chegara. Houve uma grande alegria na família naquela manhã, mas ninguém, nem mesmo o médico, sabia que eu jamais enxergaria ou ouviria de novo.                            

Tudo tem suas maravilhas, mesmo a escuridão e o silêncio, e por isso aprendo a ficar contente, seja qual for o estado em que possa estar. Helen Keller  A História da Minha Vida (1902) – Helen Keller

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