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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Se eu quero Pixaim deixa ....

A estagiária Ester Elisa da Silva Cesário, 19 anos, diz ter sido vítima de racismo no local em que trabalha, no Colégio Internacional Anhembi Morumbi, no Brooklin (zona sul de SP). 
Segundo ela, a diretora da unidade quis forçá-la a alisar os cabelos para "manter boa aparência".
Ester disse que sofre discriminação por ser negra e ter cabelos crespos.
Conta que, em seu primeiro dia de trabalho como assistente de marketing, em 1º de novembro, a diretora do colégio a chamou em uma sala particular e reclamou de uma flor em seu cabelo --pediu para deixá-los presos.
Segundo a estagiária, dias depois a diretora a chamou novamente e reclamou do cabelo.
Teria falado que compraria camisas mais longas para que a funcionária escondesse seus quadris.
Resposta
Em nota, o colégio Internacional Anhembi Morumbi afirma que possui um modelo de aprendizagem inclusivo, que abriga professores, estudantes e funcionários de várias origens e tradições religiosas.
 
 

No Fórum da rede social Afrokut : Conferir "Desde quando cabelo liso e preso é sinônimo de boa aparência?

Desde de sempre, desde q estou nesse mundo fatídico. Eu também sou estágiária de Pedagogia e uso meu cabelo de todas as formas possíveis tranças, black power e por aí vai, até pq trabalho como trancista também. Mas confesso que chegar em um emprego com os cabelos crespos naturais e cheios como eles são não é tão fácil, pq vc virá atração no serviço. Isso me incomoda as vezes.

"Soltem os crespos, prendam os racistas". Está mais do que na hora de quebrarmos este paradigma branco.


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