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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Aquela dos 30

O tempo passou e muito de mim passou com ele.
Tantas coisas que eu gostava que nunca deixaram nem deixarão de morar em mim, mas que hoje em dia já não cabem no apertado espaço do meu dia a dia.
Eu sinto falta do cheiro de alcool que muitas vezes as provas da escola tinham, de dedos sujos de canetinha. Sinto saudades, de ler livros de filosofia e poesia, de me emocionar assistindo filme romântico na sessão da tarde, de ler gibis, ir a bibioteca pública, assistir mais filmes, andar de patins e tantas outras coisas.
Contudo, nesse compasso, com passos lentos o tempo que passou também trouxe novas coisas tão fantásticas quanto aquelas. Lecionar é uma delas.
Lecionar faz nascer em mim o que eu não fui e talvez gostaria de ser. Aquela vontade desmedida de não apenas fazer mas fazer melhor.
Eu já quis ser demais. Ser bailarina, cantora, veterinária, sargento, escritora, freira e até agora a pouco eu pensava que queria ser professora também. 
Ora, de fato me encanta a percepção de que na vida eu sempre quis Ser muito mais do que Ter. Me encanta também perceber que no fim das contas o que conta é que eu sou um pouco de tudo isso.

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